Ilustração e política estatal no Brasil, 1750-1808

Este trabalho analisa a opção pela reforma da sociedade e do estado de pelo menos duas gerações de políticos e administradores portugueses. Animados pelo espírito da Ilustração, voltaram-se contra tudo aquilo que consideravam responáveis pelo atraso "medieval" de Portugal: nobleza tradicional, clero...

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Bibliographic Details
Main Author: Wehling, Arno (author)
Format: article
Language:Spanish
Published: 2001
Online Access:http://revistas.um.edu.uy/index.php/revistahumanidades/article/view/6
https://hdl.handle.net/20.500.12806/2041
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Summary:Este trabalho analisa a opção pela reforma da sociedade e do estado de pelo menos duas gerações de políticos e administradores portugueses. Animados pelo espírito da Ilustração, voltaram-se contra tudo aquilo que consideravam responáveis pelo atraso "medieval" de Portugal: nobleza tradicional, clero regular, direito comum, esolástica jesuítica. Seu limite era o poder absoluto do monarca. As novas concepções tinham como pressuposto a intangiblidade do poder real. No Brasil, esses políticos e administradores enfretaram alumas dificuldades semelhantes às da metrópole e outras novas, caraterísticas de um meio social diferente. Foram bem sucedidos? A resposta a esta pregunta é complexa e multifacetada, variando de conjuntura e de região para região da colônia. Certamente, porém, os resultados ficaram aquém do que cada um desses homens abicionava.Como emblema do estado psicológico desses inovadores ilustrados, sempre nos ocorre a imagem de Jovellanos retratado por Goya: a mesa de trabalho repleta de planos e um expressão física de cansaço e desalento.